sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ser mulher...

     "Complicada é a nossa vida desde que nascemos. Complicado é ter 14 anos e ser atacada por cinco gajos sem pingo de humanidade. Complicado é ser obrigada a usar uma burka porque os filhos da puta dos homens não se controlam quando avistam formas femininas. Complicado é ser tratado como um pedaço de carne sem cérebro. Ou ser gozada porque não se é bonita, por não se é  boazona. Complicado é ir ao dentista e ser morta à facada pelo ressabiado do marido. Ou levar um tiro de caçadeira."




A Saia de Carolina

     Falando agora de uma situação triste, que podia ter sido facilmente remediada se as partes envolvidas tivessem feito o seu trabalho, vulgo a comunidade educativa - professores, auxiliares de educação, etc - e não teria chegado à situação que chegou. Estou a falar da "Carolina" que após pedidos de ajuda pela parte dos pais, que mesmo tendo pés e mãos atados nunca deixaram de batalhar em prol da sua filha, mas que se viram como personagens secundárias numa história só deles. 

       Isto enoja-me! A mentalidade dos funcionários ("elas no fundo até gostam!") ou de outras raparigas de 14/15 anos, que no fundo já são umas mulherzinhas, a culparem-na pelas violações e afirmarem que o facto de andar sozinha na rua leva a uma violação. Mas em que sentido? Eu fartava-me de andar sozinha, no auge da minha infância. A culpa é dos próprios violadores. Da sociedade. Da justiça. O facto da Carolina andar de saia, ou de calções, ou sozinha, ou como lhe apetecer NUNCA leva a uma violação! Ela nunca será a culpada por este horrendo crime.

      Espero, honestamente, que justiça seja feita pela Carolina, que nunca deveria ter de enfrentar este tipo de situações que resultaram da falta apoio da sociedade. Entretanto, medidas estão a ser feitas, por aqui. 



Futuras Visitas...




Howard Castle, Yorkshire. 




Chatsworth House, Derbyshire.




Wollaton Hall, Nottingham.




     Sou uma apaixonada por este tipo de lugares desde que vi as adaptações cinematográficas dos livros de Jane Austen. E já que estou na terra sobre a qual Jane tanto escreveu, nada melhor que visitar os lugares nas quais se situam estes livros. 

domingo, 18 de maio de 2014

101 reasons...




101 reasons you need to live in London, aqui! 

23. It rains a lot less than it does in the north. (Aqui só chove duas ou três vezes por semana, mas perspectiva de chover menos ainda já me agrada bastante.)
49. When it rains it never lasts that long. (Mas quando chove, chove a valer!)
42. Nightbuses. You can always get home thanks to nightbuses. (Só tenho três por SEMANA!)
45. EVERYONE goes for drinks after work
50. Running along the river makes running much less depressing
58. In depth conversations with taxi drivers (Ok, esta já acontece. Incrível como há pessoas que quando sabem que sou portuguesa me falam em espanhol ou italiano (?) mas depois sabem tudo sobre o José Mourinho, inclusivé os clubes portugueses!)

E pronto, estou em modo countdown para esta fantástica cidade.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Preciso...




De comprar uma máquina de costura, e finalmente, aprender de vez a costurar. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

José e Pilar.



Curiosamente, foi só após a visualização deste documentário que me levou à descoberta de Saramago. Um Senhor, de letra maiúscula. Escreve tão bem, tão bem, tão bem. Uma escolha de palavras tão bonitas. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Anormalidades

      Não percebo a reacção das pessoas quando informo que não tenho rede no local onde estou a viver actualmente. É a falta de rede um entrave tão grande? Um limite intransponível? Infelizmente, no meu local de trabalho não existe rede, o que é uma pena, mas nem sempre pudemos ter o que queremos. Ainda assim existe inúmeras formas para comunicar - skype, facebook, twitter, etc... O que eu acho incompreensível e um bocadinho absurdo é as pessoas não acreditarem em mim e pensarem que estou a mentir para não ter de dar o número. Ou dizerem para voltar para Portugal, só por não existir rede no telemóvel. Se não quiser dar o número não dou, ou simplesmente não respondo às mensagens ou chamadas. E não é assim tão inacreditável que mesmo em pleno século XXI ainda existem aldeias e respectivos habitantes que gostem do campo e da natureza, e então o limite do telemóvel não lhes afecta. E até não é muito mau! Tenho de falar com as pessoas que cá estão e a dar mais valor quando tenho a oportunidade de falar com a minha familia e amigos. E eu que não gostava nada de telemóveis, até gosto bastante desta mudança. Acho rude quando estou a falar com outra pessoa cuja a atenção está vocacionada para o telemóvel, quando a minha atenção está focada na pessoa em questão. Ou quando tenho planos com uma amiga e o respectivo namorado liga várias vezes a perguntar se já chegou, o que está a fazer, mesmo que saiba que ela está comigo num café, e a partir daí desenrola uma conversa em que eu não sei o que fazer, pois durante vários minutos tenho de olhar para as pessoas, ou uma televisão ou qualquer coisa, para dar privacidade para dizer à sua cara-metade que não demora muito a chegar a casa, que depois vai com ele ao café, que já fez o download que ele lhe pediu, que na próxima semana vai ter de trabalhar no dia que tinham planos, só para depois desligar, nós irmos embora como estava programado, para ela ir ter com ele, como estava programado.  E aquela conversa toda era necessária? Irrita-me, profundamente.




Acho que vou ter de arranjar um cartaz semelhante e colocá-lo em minha casa. Obrigatoriamente. 


Ansiosa por este filme...



Com a Rosamund Pike, que para mim é só uma das actrizes mais bonitas deste mundo. Linda, elegante, simples, inglesa, com um sotaque fantástico e aparência calma. É bom relembrá-la em Pride e Prejudice e Barney's Version, outro filme lindíssimo que nos ensina tanto sobre a vida e o rumo que as nossas escolhas nos levam - e também entra a Rachelle Lefevre que só tem o cabelo mais cool de sempre.







sexta-feira, 2 de maio de 2014

Words (2)


Pequenos prazeres...


A chegada da minha chaleira eléctrica, que não conseguia encontrar em lado nenhum por aqui, e os meus pais fizeram o querido favor de me enviaram uma. Quem diria que eu iria gostar tanto de chá.